Mudamos
Agora o Cultura E-nútil está aqui: http://culturaenutil.wordpress.com/
Big Bag Big Boom
Depois de quase 10 meses hiato após apresentar ao mundo Combo, o grafiteiro italiano Blu lançou mais uma de suas animações bacanas em stop motion.
Big Bag Big Boom é “um ponto de vista não-científico da origem e evolução da vida… e como provavelmente ela vai terminar”.
Assista também Muto, o primeiro vídeo do artista e que o tornou mundialmente conhecido.
Zombieland
Admito, não estava com coragem para assistir Zombieland (EUA/2009). Todo esse modismo nerd-amante-de-zumbis tinha me cansado a beleza. Era zumbi para lá, zumbi para cá, tanto zumbi que até a Zombie Walk, evento que sempre achei bacana pelo fator bizarrice, já tinha me torrado.
Quando um tema entra no universo pop, começa-se a produzir tanta porcaria para ganhar dinheiro que acaba enjoando. Até os últimos filmes do Romero ficaram um lixo que não dá para assistir. Não que filmes sérios com zumbis não funcionem mais, mas a verdade é que geralmente eles ficam muito longe das pérolas do trash que o cinema italiano e o próprio cinema “B” americano nos proporcionaram nos anos 70 e 80.
Sim, a o remake de Madrugada dos Mortos do Zack Snyder (2004) é muito bom, e sem dúvida o tema de uma infestação global por um vírus que transforma humanos em bestas selvagens foi muito bem aproveitado em Extermínio (1999) e [REC] (2007), e Walking Dead é uma história em quadrinhos realmente fantástica. No entanto, a verdade é que, desde que o imaginário nerd caiu no gosto popular na última década, a grande maioria do que é filmado/publicado sobre o tema, deveria ser reciclado e usado como papel higiênico.
Tabu: América Latina
Pois é, ontem rolou um burburinho na internet devido a uma ação de divulgação feita pela NatGeo para seu programa Tabu: América latina, com estréia marcada para esse domindo, dia 23, às 22 horas.
Como o primeiro episódio é dedicado à modificação corporal, o canal chamou o blogueiro Rafa Gnomo (@rafagnomo) para realizar uma suspensão corporal de 50 metros de altura, em plena Avenida Paulista. O evento foi mostrado ao vivo, em streaming de vídeo, no site do programa. Como não podia deixar de ser nesses tempos modernos, a ação teve participação ativa no Twitter, onde os comentários marcados com a hashtag #tabu faziam o cara subir cada vez mais.
Não estive presente, afinal, alguém tem que trabalhar nesse mundo, mas acompanhei a transmissão on line (mesmo que cheia de bugs) e, o que mais me assustou, os tuites. Claro que sempre existem os que motivam intervenções desse tipo, entretanto, a quantidade de pessoas que se revoltaram me pareceu muito maior. As frases iam desde “isso é coisa do demônio” até “tomara que o cabo estoure”.
O Jardim dos Suplícios
Um homem passa com uma calça negra colada ao corpo. Sua cartola levemente inclinada para frente, seus punhos cerrados repletos de pulseiras de metal. Em seus mamilos os piercings são interligados por uma grossa corrente que sua acompanhante, fantasiada de algo que parece uma Alice no País das Maravilhas saída de um bordel barato, conduz. Uma mulher no melhor visual “cúpula do trovão” tem seu corpo salpicado por milhares de limalhas expelidas furiosamente por uma serra em contato com o metal em brasa. Ela geme, persiste e sorri. Em outro canto do salão um homem sentado em um tapete no chão tem milhares de espadas espetadas em seu abdômen, suspensas por uma espécie de gaiola que é girada lentamente por uma mulher que o chicoteia nas nádegas já repletas de vergões.
Salto alto. Couro. Látex. Dor. Performance. Cordas. Arte. Corpo. Todas essas palavras perdidas fazem referência direta aquela que é a maior festa de fetiche em todo mundo, a Torture Garden, que atrai mais de 2500 pessoas aos diversos lugares locais em Londres onde ela é realizada mensalmente. Lá se reúnem performers, artistas corporais, fetichistas e obviamente, alguns curiosos interessados em vivenciar as próprias fantasias e explorar sua criatividade através do desejo alheio.
Liberdade Cultural
A internet que hoje conhecemos em muito se distanciou do seu projeto original, desenhado em algum porão do Departamento de Defesa, em vai-saber-onde, nos Estados Unidos. Sua idéia inicial era desenvolver um sistema de comunicação que não entrasse em colapso em caso de uma guerra nuclear.
A guerra-fria era ainda o grande fantasma rondando a imaginação neurastênica dos militares americanos que queriam garantir um centro de comando descentralizado, evitando assim que, quando em guerra aberta contra a falecida União Soviética, todos dados fossem derrubados de uma vez. Foi essa descentralização de conteúdo que tomou proporções colossais, dando origem ao que chamamos de Internet, onde a difusão de informação digital tornou-se a grande revolução cultural e mercadológica do novo século.
“Deixe Ela Entrar” ou Como vampiros ainda podem ser legais
A cultura de massa é atacada constantemente por modismos em surtos esporádicos que se espalham mundialmente em uma velocidade assustadora, principalmente após a popularização da internet.
Comumente esses modismos são eventos cíclicos que, tornam a se repetir de tempos em tempos infestando e saturando a mídia em menores frestas. O mais recente desses eventos a retornar dos mortos (com o perdão do trocadilho) e ganhar destaque mundial é o vampirismo, aquele que talvez seja a quintessência dos arquétipos relacionados ao desejo do homem pela imortalidade.
No final da década de 80 até meados dos anos 90 o cinema e a literatura pop já haviam sofrido com um surto de vampirismo em grande parte impulsionado por um sem número de livros, todos de qualidade questionável, publicados pela escritora estadunidense Anne Rice, especialista em vampiros problemáticos mamão com açúcar. Dessa epidemia vampiresca surgiram coisas muito boas no cinema como Entrevista com o Vampiro e Drácula de Bram Stoker, no quesito vampiros-bonitinhos-que-todos-queríamos-ter, o clássico do Cinema em Casa, Garotos Perdidos, que acho muito legal por mostrar um lado mais animalesco e cruel, e claro, a paródia genial de Robert Rodriguez Um Drink no Inferno, que revisita o grind dos filmes “B” setentões.
Depois, por durante quase dez anos o tema caiu quase no esquecimento, dando lugar as adaptações toscas de filmes de terror japoneses e videogames mais toscos ainda. Não que nada tenha sido produzido, afinal Blade, Underworld e alguns outros longas-metragens até que conseguiram algum público fiel, contudo foi mesmo em meados da primeira década do século XXI que a coisa voltou a ficar boa para os dentucinhos, sem necessariamente ser boa para o público.
The Dead Weather: Horehound
Quantos projetos alguém é capaz de abraçar ao mesmo tempo? Bem, no caso desse alguém se resumir a pessoa do ultra-mega-master-blaster-mocinho-cool do rock n’ roll muderno, Jack White, os números podem alcançar algumas dezenas, talvez até centenas. Depois de ganhar o mundo com o The White Stripes, sua banda “oficial”, Jack mergulhou de cabeça no projeto do Raconteurs, que lhe rendeu dois discos, Broken Boy Soldiers e Consolers of the Lonely, sendo o primeiro deles executado durante a premiação da MTV americana em 2006.
Logo depois, o cara parte para uma parceria improvável com Alícia Keys e grava “Another Way To Die”, que acaba se tornando o tema principal do 22º filme do agente secreto britânico (agora loiro), James Bond. Não satisfeito, o cara se joga na companhia a The Edge (U2) e Jimmy Page (Led Zeppelin) para gravação do documentário sobre a história da guitarra elétrica, It Might Get Loud, ou em terras canarinhas: A Todo Volume, com previsão de estréia em 6 novembro no país.
Matadores de Vampiras Lésbicas
No interior da Inglaterra existe um pequeno povoado onde todas as mulheres são lindas e aos 18 anos se tornam vampiras lésbicas que adoram ficar seminuas e atacar os moradores do lugar. Essa é a premissa básica de Lesbian Vampire Killers, ou Matadores de Vampiras Lésbicas, novo filme do diretor britânico Phil Claydon, que, ao contrário de gerar repulsa entre os conservadores no Reino Unido, virou um projeto cult, admirado por todos os nerds tarados do multiverso.
A grande sacada de Matadores de Vampiras Lésbicas é o uso desavergonhado de personagens-estereótipos de filmes “B” para dar uma cara de cinetrash e assim escamotear a comédia. Aí entram as vampiras lésbicas lindas e sedutoras, que usam pouquíssima roupa e ficam acariciando umas às outras enquanto os “mocinhos” correm por suas vidas. Na verdade, o terror do filme está no plano da imaginação, pois é o sarcasmo afiado de Claydon que dita o ritmo do longa com suas piadas bacanas e muito politicamente incorretas.
Jimmy (Mathew Horne) e Flecht (James Corden) são os dois nerds que depois que o primeiro leva um chute da namorada e o segundo perde o emprego de palhaço de festas infantis por ter maltratado as crianças, decidem ir acampar no interior do país, em uma aldeiazinha no meio do nada, onde logo ao chegarem são enganados pelos moradores do lugar para servirem de jantar para as tais vampiras lésbicas. No caminho para a cabana encontram quatro beldades que curiosamente seguem para a mesma cabana, após também serem enganadas pelo dono do bar.

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