Cultura E-nútil

Mofo!

Publicado em generalidades gerais por Ronzi Zacchi em Setembro 1, 2009

Nossa! Seis meses sem passar por aqui. Bem, cá estou eu com o abanador em mãos para espanar o pó. Aranhas, se cuidem… ou não.

O maior engodo do mundo!

Publicado em generalidades gerais, mondo bizarro por Ronzi Zacchi em Fevereiro 20, 2008

Moranguinhos...Não meus caros leitores, apesar do título sugestivo não me refiro ao pouso da espaçonave Apollo 11 e ao vento que agita gloriosamente a bandeira estadunidense cravada em solo árido da lua pelo consagrado astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a caminhar pelo satélite terrestre inspirador dos amantes e poetas, ou a qualquer outro tema, descoberta ou fato questionável da ciência moderna.

Refiro-me a um dos estratagemas mais ardilosos desenvolvido pelas empresas corporativistas alimentícias para enganar seus ingênuos consumidores (no caso nós): O sabor de morango.

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I wanna be a rockstar

Publicado em generalidades gerais, vitrola por Ronzi Zacchi em Fevereiro 3, 2008

Mané, eu?Você sabia que um porco quando chega ao orgasmo passa trinta minutos ejaculando? Não? Em que planeta você vive? Bem, agora sabe, e sabe também que com toda certeza do mundo na próxima encarnação eu quero ser um suíno (o animal mesmo).

Tudo bem, se eu não puder ser um porco, que eu aceito ser um leãoser um leão. Ele também é legal, consegue transar até trinta vezes em um só dia, e as fêmeas ainda caçam e o sustentam de bom grado(de certo devem ficar agradecidas, não é em toda espécie que se encontra machos com uma “vitalidade” dessa). Toda a mordomia que um macho merece.

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Museu Bizarro

Publicado em generalidades gerais por Ronzi Zacchi em Novembro 13, 2007
Nada como o ócio para alegrar nossa vida, não é? Eis que esse inútil que vos fala, num desses momentos sagrados de aleatoriedade cerebral, pulava de site em site web afora e deu de cara com um lugar bizarro, daqueles que dão arrepio em cu de caranguejo do Alasca. Certo, certo, admito que na verdade nem é tão assustador assim, mas é bizonho de qualquer forma.

O tal lugar é o Mütter Museum, cantinho agradável e aconchegante, cuja decoração é feita por uma diversa coleção de objetos médicos e “tesouros patológicos”, como uma lindíssima coleção de jarros com fetos de todos os tamanhos que estão em uma prateleira de destaque. Fofo!

O museu pertence ao The College Of Physicians of Philadelphia e foi criado para que os alunos tivessem contato com fenômenos da medicina que não fossem lá muito comuns e em 1871 passou a colecionar objetos médicos obsoletos. Na coleção há, por exemplo, um estetoscópio feito pelo seu inventor, o francês René Théophile-Hyacinthe Laennec (e ainda falam do meu singelo nome) e mais de 2.000 objetos removidos das gargantas e vias repiratórias de pacientes, como botões, brinquedos, dentes, alfinetes (???) e outras coisas mirabolantes passíveis de serem enfiadas goela abaixo por um imbecil qualquer.

Achou pouco? Relaxa, isso é só o começo. O Mütter conta com uma parede repleta de crânios de diversas origens, até um verdadeiro pirata, outros com ferimentos a bala, machadadas, deformidades genéticas e lindezas afins. A coleção de objetos de cera tem 276 modelos de patologias criados entre os séculos 17 e 19. Estes objetos eram utilizados em aulas de medicina e substituiam materiais orgânicos difíceis de conservar. Há modelos de tumores, úlceras, eczemas, e lesões de sífilis e outras doenças agradáveis.

Ainda pode-se comparar o esqueleto de um gigante de 2,30 metros com o de um anão, dar uma espiada em como é o cérebro de um assassino e um monte de outras coisas que qualquer psicopata comum acharia o máximo. Só não é muito recomendável uma visita próximo do horário do almoço.

Endereço – Philadelphia College of Physicians, 19 South 22nd Street

Labirinto fotográfico

Publicado em generalidades gerais, virtual por Ronzi Zacchi em Julho 26, 2007
Lost Art. Esse é o nome do site brazuca dedicado à fotografia mais instigante que surgiu nos últimos anos. Nos últimos sete anos para ser mais exato. Afinal, o projeto desenvolvido por Louise Chin e Ignácio Aronovich não começou ontem, desde o ano 2000 eles agrupam um material belíssimo nas centenas de páginas que compõe o espaço.

Site “sobre fotografia” é uma expressão meio pobre, genérica e eu sei que não faz juízo correto ao lugar. Melhor seria dizer que é um site sobre estilos de vida, como definem os próprios idealizadores. É possível se perder facilmente no meio da quantidade de informações e conceitos lá expostos, aliás, essa é a intenção, que você não saiba onde começou e como chegou naquele ponto onde está. Comunicação sem limitação, sem interferência, início, meio ou necessariamente um fim. Uma das maneiras mais sinceras de compartilhar informações e transmitir idéias que já vi.

Não há guia no site, nem qualquer espécie de direcionamento ao visitante, o que existe é um índice para ajudar na localização do que se procura. No começo utilizava esse índice para buscar assuntos específicos, mas depois de quase dois anos aprendi que se deixar levar pelas imagens traz experiências muito mais bacanas. Por vezes se não prestamos atenção, um pequeno “+” em algum canto da tela passa despercebido, escondendo mais alguma sessão relacionada ao assunto.

O que existe no site é uma divisão de sessões, algo tão tênue que muitas vezes aquilo está locado em Travel se encaixaria também em Outdoor, ou o que está em Life poderia também estar em Style e vice-versa, sem prejudicar o conteúdo. Lá se encontram fotos de viagens nacionais e internacionais, body art, suspensão corporal, subterrâneos de Sampa, artistas urbanos, parada gay e o que mais você puder imaginar ou que o casal achou relevante fotografar. O conceito é não ter conceito específico, vale tudo, simples assim.

Desde 2006 eles também mantém um blog no site da revista Superinteressante onde quase diariamente atualizam com alguma imagem nova ou assunto bacana.

Se você foi ao site e gostou, não se esqueça que as imagens têm copyright e não estão lá para serem copiadas indiscriminadamente, é necessária autorização para publicação em qualquer meio de comunicação. Você não vai ao Louvre e leva La Gioconda para casa, não é?

Lomo

Publicado em generalidades gerais por Ronzi Zacchi em Julho 12, 2007
Se você não é fotógrafo e nem acompanha o cinema moderno iraniano de perto, provavelmente não imagina o que significa essa simples palavrinha de quatro letras no título do artigo deste blog semi-abandonado.

L.O.M.O. é a sigla em russo que designa a Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie (União de Óptica Mecânica de Leningrado, traduzindo ao pé da letra), empresa estatal que, entre uma arma de destruição e massa e outra, desenvolvia máquinas fotográficas de baixo custo para a massa proletária da extinta, morta e, porque não dizer, falida U.R.S.S.

Essas máquinas são bastante frágeis e extremamente limitadas, mas pelo valor baixíssimo eram muito populares nos países sobre a influência dos Kremlin, incluindo lugares como o Vietnam e Cuba. Resumindo, a máquina era uma droga, mas a única que nossos fodidos camaradas bebedores de vodka podiam comprar. Para ter uma idéia, o troço é tão tosco que alguns modelos carecem até de visor para orientar o fotógrafos.

Aí que surge a pergunta: Como uma máquina fotográfica de merda vira objeto de culto para os mais modernos entre os modernos do mundo moderno?

Para variar, a resposta é: Coincidência.

Entre os inúmeros fatos e coisas que aconteciam nos desdobramentos da queda do comunismo da Europa Oriental, a viagem de dois jovens para Praga em 1991 é o grande acontecimento responsável pelo descobrimento das Lomos e sua divulgação no mundo ocidental.

Durante suas férias de verão, Mathias Fielg e Wolfgang Stranziger (quero ver alguém soletrar de trás para frente esse nome) esqueceram-se de suas respectivas máquinas fotográficas em casa, na longínqua e distante Austria. Desesperados, entraram no primeiro mercado de pulgas que viram pela frente e sairam do lugar como os mais felizes e saltitantes proprietários de uma Lomo do modelo LK-A (Lomo Kompakt Automat). Obviamente os moloques não economizaram filmes e fotografaram tudo que viram na frente, desde monumentos históricos à bebados mijando no próprio pé.

De volta para casa, quase caíram de costas ao revelarem as fotografias e perceberem que as cores estavam super saturadas. Algumas tinham borrões esquisitos e outras as imagens saíram totalmente desfocadas. Mas, ao invés de ficarem se lamentando e jogarem o aparelho na lata de lixo mais fedida de Viena, os dois acharam aquilo o máximo e divulgaram o achado para todos os amigos.

Em pouco tempo o objeto havia se tornado sensação na cidade e no boca-a-boca se espalhara pelo mundo. Hoje existem tantos adoradores da máquina que foi fundada até uma Sociedade Lomográfica Internacional, que está mais um movimento iconoclasta e brincalhão do que para uma escola séria de fotografia.

A coisa é tão levada na brincadeira que os tais lomógrafos zombam descaradamente de qualquer regra para fotografia e, só de sacanagem, criaram os dez mandamentos para quem quiser se dar bem com uma Lomo. São eles:

1. Leve a sua Lomo onde você for.
2. Fotografe durante todo o tempo, em qualquer hora, seja dia ou noite.
3. A lomografia não interfere na sua vida, ela é parte dela.
4. Aproxime-se o máximo que puder de seu objeto de desejo lomográfico.
5. Não pense.6. Seja rápido.
7. Você não precisa saber antes o que fotografou…
8. … nem depois.
9. Fotografe sem olhar no visor.
10. Não se preocupe com as regras.

Para quem se interessou sobre o assunto, abaixo tem uns links bacanas:

Velho batuta!

Publicado em generalidades gerais por Ronzi Zacchi em Dezembro 24, 2006

Noel, o Caralho. Meu nome é Nicolau!Em pouco menos de uma semana, um bilhão de pessoas em todo o mundo estarão trocando presentes próximos a uma árvore natal e escutando aquelas melodias natalinas repetitivas e monótonas que nos fazem agradecer o fato do natal ser apenas uma vez por ano.

Desse bilhão de indivíduos, provavelmente novecentos e noventa e nove milhões, novecentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove pessoas, têm em suas casas alguma alusão ao maior ícone do consumismo exacerbado mundial: o Papai Noel.

Entretanto, você que já está com a sua mimosa roupa de Papai Noel preparada para nesse natal traumatizar para sempre o pequeno, fraco e por que não dizer instável equilíbrio mental e emocional de seus filhos com um espetáculo grotesco onde lhe cabe o papel principal, sabe o motivo de venerarmos a figura de um gordo, barbudo, que usa um pijama vermelho e botas cheias de cocô de rena?

A grande maioria dos historiadores concorda que a lenda teve início no século IV, com o arcebispo de Mira, nascido em 280, Nicolau Taumaturgo (e ainda tem gente que critica Ronzi), que viveu grande parte de sua vida em Lycia, uma província da Anatólia, pertencente hoje ao território turco, mas que teria nascido em Patara.

Nicolau parece ter se tornado bispo bem jovem, já que sua vida foi curta, falecendo aos quarenta e um anos incompletos, depois de ser perseguido sob o jugo do Imperador Dioclecio, passar um bom tempo preso e ser libertado por Constantino, vindo, dizem as más linguas, a participar do I Concílio, que deu rumos ao catolicismo. Mas, como a história de quase todos os santos dessa época, muitas datas e acontecimentos se contradizem e misturam-se com lendas, tornando quase impossível separar a verdade do mito.

A lenda de São Nicolau teve origem em um relato em que ele salva da prostituição três filhas de um homem pobre. Teria arremessado pela janela da família uma bolsa cheia de ouro em três ocasiões diferentes, desta maneira dando a cada filha um dote respeitável para conseguir um bom casamento. Eu particularmente não consigo imaginar alguém arremessando sacos de ouro pela janela alheia… Mas, lendas são lendas.

É sabido que na data de seu aniversário, 06 de dezembro, Nicolau Taumaturgo (não me canso de repetir esse nome, me serve como consolo), costumava ir as aldeias distribuir dinheiro para as crianças, o que provavelmente originou o costume de trocarmos presentes hoje em dia. É corrente uma lenda onde diz que ele atravessara o mar caminhando sobre as águas para salvar um pescador, e por isso tornou-se o santo padroeiro da classe, mas eu acredito mais no Gato de Botas.

A transformação de São Nicolau (Taumaturgo) em Papai Noel começou na Alemanha entre as igrejas protestantes e sua imagem passou definitivamente a ser associada com as festividades do Natal e as costumeiras trocas de presentes no dia 6 de Dezembro, mas ela foi impulsionada 1822, quando Clement C. Moore escreveu o poema “A Visit from St. Nicholas”, retratando Papai Noel passeando em um trenó puxado por oito pequenas renas, o mesmo modo de transporte utilizado na Escandinávia, que resultou na afirmação que ele teria como residência a cidade de Dröbak na Noruega, onde também estaria localizada sua famosa oficina cheia de duendes que originaram-se por sua vez na própria região da Escandinávia, entre os vikings, e distribuíam presentes entre as crianças que eram corajosas, mas acabaram no fim escravizados pelo velho barbudo representante da dominação da civilização judaico-cristã-ocidental.

Na internet tomou-se como verdade um boato em que a imagem de papai Noel como a conhecemos hoje teria sido criada em um comercial da Coca-Cola em 1930, pois as roupas originalmente em tons marrons do Bom Velhinho haviam mudado para vermelho e branco, que caracteriza a marca de refrigerantes.

Eu, particularmente detesto acabar com uma magnífica teoria da conspiração como esta, obra de uma mente doentia que não tem o que fazer, mas a verdade é que em um especial de natal na revista Haper’s Weeklys do ano de 1886 o cartunista Thomas Nast publicou o retrato com as características atuais, 44 anos antes da famigerada propaganda. Curiosamente no mesmo ano de 1886 a Coca-Cola era lançada como remédio.

Eu fui!

Publicado em generalidades gerais por Ronzi Zacchi em Março 13, 2006
Domingão fui no Festival Internacional de Tatuagem de São Paulo organizado pelo estúdio Polaco Tattoo Shop e tive a oportunidade de ver alguns dos maiores artistas deste ramo em ação.
O evento foi muito bem organizado em um lugar com espaço físico suficiente para suportar a grande quantidade de público que passou por lá.
Uma pena que a Cachorro Grande tocou no sábado e não pude conferir o show dos gaúchos roqueiros, mas o museu sobre a história da tatuagem estava muito legal, com máquinas antigas, recortes de jornal e muito material interessante. Rolou também um ringue com lutas de kickboxer, krav magá, ou seja o que lá o que for, os lutadores socavam e churtavam, deu pra entender…

Não vou me alongar muito nesse assunto, a Open Head fez a cobertura do evento e logo estará a disposição no seu site que aliás tem alguns textos meus publicados. É uma iniciativa muito legal que tem o objetivo de abordar a cultura alternativa e independente que quase não tem espaço na mídia. Lá você vai encontrar música independente, cinema, comportamento, vestuário, tatuagem, piercing e muito mais informação sobre o que acontece no mundinho subversivo da cultura alternativa. O portal foi “inaugurado” nesse final de semana e terá atualizações constantes. Ainda está inserindo material, mas já tem muita coisa lá, e podem aguardar novidades freqüentes.

Resumindo, vão lá, visitem e incentivem essa iniciativa rara, se estou indicando é bom.

É uma ordem.

OPEN HEAD PORTAL DE CULTURA ALTERNATIVA

Ó dia…

Publicado em generalidades gerais por Ronzi Zacchi em Março 9, 2006
O termômetro está acusando 35,2º dentro de um escritório fechado, sem janelas e com o ar-condicionado quebrado. Não bastasse isso, o cara da refrigeração diz que só pode vir consertar amanhã e existe uma pilha de documentos para serem revisados de 23,4 centímetros de altura na minha mesa para serem entregues às 14:00 horas, pode ficar pior?

Sempre pode: acabou o café.

WordPress

Publicado em generalidades gerais por Ronzi Zacchi em Março 6, 2006
Alguém sabe me dizer se o Blogspot aceita WordPress?